terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Da série: Posts Redentores e Umbiguistas

Em tempos de mortes de Jobs e outros famosos do Vale do Silício, vai a dica:

Quando eu morrer, não mande mensagens no meu blog, no Facebook.
Não aperte o botão de "Curti"
Não me mande recado relembrando a nossa amizade.
Não publique aqueles momentos íntimos na internet.
Não coloque no youtube videos com fotos minhas.
Não escreva um post, não "tuíte" uma frase.
Não publique uma foto.
Não releia aquele texto.

Sabe o que é?
No além, dizem, não tem rede wi-fi.
Os mortos não costumam ler nem responder nada que não pinte numa mesa branca.
E também, tive notícia, não curtem muito essa coisa de tag na foto.
Eles não estão mais aqui, sabemos, mas não precisa avacalhar com o defunto.

Se puder, toque aquela música bonita (Elephant Gun)
Cante.
Jogue papel picado da janela.
Chute 3 ou 4 baldes.
E, claro, tome uma por aquela que não deixará nada para a posteridade.
Ela, definitivamente, não foi santa.
E disso muito se orgulhou.

(em tempo: fica proibido todo e qualquer minuto de silêncio em jogo de futebol, show de rock e correlatos)

Ciências Contábeis e Música

Ultimamente minha vida é no balanço.
Balanço a caminho do mar em breve...
Balanço com a saúde...
Balanço financeiro apresentando (sempre) mais gastos do que receitas...
Balanço pessoal e intransferível de quem tem muito mais do que 30.

Sendo assim, decidi aderir ao movimento sambalanço da caixinha de fósforo e ouvir essa música linda 24h...
"Sem mais a vida vai passando no vazio, estou com tudo a flutuar no rio, esperando a resposta ao que chamo de amor..."

O que seria da vida sem música?
E sem balanço?


Por aí...





Paris, Zurich, Veneza e Roma...Foi lindo! As imagens falam por si, eu não consigo traduzir verbalmente tamanha emoção vivida...
E a sensação que invade a alma é que agora eu já posso seguir mais tranquila...

sábado, 19 de novembro de 2011

É HOJE!

Mais feliz que ontem!
Já devo ter tido momentos tão felizes quanto esse, mas não consigo lembrar agora. Sonho se realizando em poucas horas. Thanks Lord!
Borboletas dando reviravoltas no meu estômago! Ansiedade! Paixão elevada à máxima potência. É assim que eu sou, é o que temos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Teus sinais me confundem da cabeça aos pés...mesmo assim eu te devoro!

Ela fica procurando por sinalzinhos. Pequenas dicas de que ele está louco por ela. De que ele quer que ela perceba que ele está louco por ela. Ela tem 30 e mais uns anos e ainda não aprendeu: homens não dão pequenas dicas. Não dão indiretas, não sondam o terreno, não sentem a temperatura da água com a pontinha do pé. Isso é coisa de mulher.
Homens convidam você para jantar, para uma exposição ou para um lamentável café no shopping, certos de que você não tem mesmo nada melhor para fazer e, entre o risoto e o creme brulee, entre um Degas e uma Lina Bo Bardi, entre o café e o biscoitinho de amêndoa dizem ‘vamos?’. Ainda que saibam que você vai bancar a senhorita do século XIX e dizer não. Em alguns casos, ele nem esperam o Degas.
Mas ela não aprendeu nada disso e busca sinais, como quem lê o futuro nas entranhas de um cágado. Cada e-mail é milimetricamente analisado, percrustado, pesado, medido e discutido em reuniões com mulheres tão tolas quanto ela. Mulheres que buscam sinais. Mulheres como eu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

467 Km

Eu amo o meu Rio de Janeiro, mas odiei precisar chegar aqui hj.
Compromissos. Burocracia. Quotidiano.
O que eu esperava aconteceu do jeitinho que eu imaginava. Conto não, conto não. Só conto que são exatos 467 km de saudade agora.
A vida é muito boa, mas às vezes tem dias horríveis (como hj) qdo a pessoa só quer uns afagos (como hj) e não tem ninguém pra dar (como hj). Ninguém que ela efetivamente queira porque esse alguém se encontra a 467km de saudade. Distância.
Para me punir acabo de tomar el dulce de los hermanos. Com leite integral para dobrar o circuito do treino. E porque leite com canela dá sono. Eu estarei bem gorda amanhã. Talvez amanheça vestindo 38 com centenas de calças perdidas.
Sono para sonhar com o objeto da saudade dos 467km de distância.
Então minha vida hoje é basicamente me sentir gorda, morrer de saudades do namorado e tomar leite com doce de leite e canela.
Eu costumava ser engraçadinha e espirituosa, agora só quero tirar esse peso que não pertence a mim e torcer para que chegue logo a hora de debelar o 467km de saudade.
Saudade do mais sagaz, charmoso, talentoso, sofisticado, inteligente, cheiroso, gostoso, carinhoso dentista desse planeta. Meu namorado. Meus 467km de vontade e saudade. Feliz dia dos Dentistas encantados! Eu e ele! Encantamento. 467 km de saudade e encantamento. E de distância. E de tudo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Life Goes On...

Você nunca sabe a força que tem, até que sua única alternativa é ser forte.
Johnny Depp

É Johnny, meu caro, vc tem toda razão. E digo mais, se existisse algum meio de voltar atrás, nós nunca aprenderíamos a seguir em frente.
Ainda bem que sempre há beleza nessa mundo...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Inveja: pecado ou doença?

O bem alheio, seja ele material ou não, pro invejoso é um desgosto! Já dizia o sábio Arnaldo Antunes em uma de suas músicas.

E isso não vai mudar, quem nasce invejoso morre invejoso, porque não tem olhos pra si, perde o próprio olhar, não enxerga o que tem de bom, passando a vislumbrar o que é dos outros.
É fundamental e mandatório aprendermos a nos defender da energia ruim que essa tal de inveja causa e dos transtornos que incide.

Ter o feeling para identificar essa energia negativa não é coisa que se aprende de um dia pro outro, é preciso alguns tropeços e infindáveis vacilos para conseguir a proeza. Mas depois disso, ou vc aprende para todo o sempre a lidar com a mediocridade humana ou vc continua sambando errado e se arrebenta no samba.
Eu aprendi, graças a Deus, mantê-la sempre numa distância muitíssimo segura. O segredo? Não há! Há a maturidade, que aos trancos e atrasada chega para entender que, a discrição e o silêncio podem salvar sua alma.
Deus ajuda aos montes, dando força para a defesa, mas somos nós que precisamos administrá-la.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Para o meu pai Raul e minha vó Odete...

Parafraseando Maria Gadú para expressar o que sinto agora...

De todo o amor que eu tenho
Metade foi vocês que me deram
Salvando minha alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu,

Me mostrem um caminho agora
Um jeito de estar sem vocês
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer...

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha e o rei
Precisando dormir
Quando eles chegarem
Tu me faça um favor
Dê um banto a eles, que eles me benzem aonde eu for,


Pai e vó, o fardo pesado que vocês levaram por aqui,
Desaguou na força que vocës sempre tiveram,
O lar de vocês é no reino divino
Limpinho cheirando a alecrim.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

Silêncio

Levantar a poeira.
Contar com a ajuda de desconhecidos.
Esperar que a noite apareça e que eu esteja só dentro desse receptáculo e reorganizar pensamentos, mundo.
Quantas vezes em sua vida você teve tempo sozinho?
Sem ouvir.
Sem falar.
Sem nada para te obrigar.
E alterar o próprio roteiro só para brincar de Deus

Pedalar com os fiapos de raios de sol do fim da tarde.
Correria de manhã.
Falar menos.
Ver muito pouco. Dias de TV desligada e livros abertos.
Ler, música.
Muita música, o tempo todo, a toda hora.
Acompanhar a curiosidade da minha pequena crescendo.
Massagem com óleo quente nos pés.
Cheiro de flor de laranjeira no difusor.

Casa e vida em ebulição.
E esses 30 chegando aos 40...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Back to reality!




















E tivemos os elementos necessários para revigoração: sal, iodo, sol, amigas de verdade, camarões, proseccos e caipivodkas de cajá,ula-ulas de abacaxi sem álcool, tiroleza, skybunda e passeios de buggy pelas dunas douradas num fds maravilhoso.
Nordeste do Brasil, no estado do Rio Grande do Norte e que tem como capital, uma cidade chamada Natal. Talvez tenha esse nome porque as pessoas que ali passeiam,sintam a sensação de nascer de novo, pois assim lá me senti: RENASCIDA, cheia de good vibes, na companhia dos melhores do mundo.

Mas os dias tumultuados estão de volta. Semana que passa lenta. Vento FRIO que não te leva a lugar nenhum. Falta ou perda de sentido. Dissimulação de força e coragem, fazem parte do processo.
Mas se me der vontade de levantar de sopetão, sair correndo e fazer cara de assustada, assim o farei. Darei passagem ao medo, se ele tentar assolar-me, permitirei.

Aprendi nos últimos anos, que coragem e amor não são inabaláveis. Há pessoas que passam pelas nossas vidas e situações que nos são impostas, que assolam com os dois.
Se faltar coragem, pedirei um aperitivo. Dobrarei os joelhos e confessarei a ele que dessa vez, não sei o que fazer, nas mãos dele está. Se sobrar, tomo sorvete de iogurte com lichia, tomando o devido cuidado para que a alma não torne-se glacial. O grande lance é traçar o que vier, prestando atenção nos sentidos. Observação mega nos sinais que Deus dá e a gente não percebe. Let it be!

E por falar em Let It Be, tb teve Paul McCartney antes de Natal, show da minha vida, contribuiu também bastante no processo de elevação da moral. Olha aí a fotinho:



E que a semana passe logo, que minha mente se desanuvie, pela alma do celular que acabo de desligar. Vou ali me aventurar no obscuro mundo das "infusões" que prometem vida longa, normal, alegria, auto-estima e cura para todos os males.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa...

A Banda Mais Bonita da Cidade

Apaixonei, muito Beirut isso!

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Meu amor, essa é a última oração, pra salvar seu coração!

From: Fernando Pessoa / To: Andrea Barbosa

"Não se acostume c/ o q não o faz feliz, revolte-se qdo julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,mas não deixe q ele se afogue nelas.
Se achar q precisa voltar,volte!
Se perceber q precisa seguir,siga!
Se estiver tudo errado,comece novamente.
Se estiver tudo certo,continue.
Se sentir saudades,mate-a.
Se perder um amor,não se perca!
Se o achar,segure-o!"

domingo, 22 de maio de 2011

Eu vou bem obrigada...

Não há nada de errado.
Hipotensão sabemos que é sinal de vida longa!
O sangue é bem espesso, plaquetoso! Eu realmente não acredito em sangue ralo.
Mas até que estou bem.
Mas o resto eu não falo.
O bom é saber que o tempo só é implacável para quem adoece/envelhece e fica sem coragem, sem perspectivas, sem tesão pela vida. Para quem fica descartável.
É muito melhor dizer que vou bem obrigada, do que aguentar ouvir "ai que dó, ai coitada" dos DESCARTÁVEIS.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pai...

E já são 4 anos hj que o meu mundo, o mundo que te perdeu, nunca mais foi o mesmo.
Saudades excruciantes!

Em homenagem àquele que me acompanhou desde o primeiro rabisco até o beabá e que nunca será esquecido! Pra vc pai, direto para esse plano especial que vc mora agora, obrigada por tudo!
Amor,

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Respire!

Minha vida, essa de viver histórias em um minuto e quarenta segundos, ensinou-me a respeitar os tempos.
Drama e comédia são gêneros difíceis justamente porque demandam altíssima sensibilidade para pausas. Em épocas de muita pressa, a tendência geral é não respirar. E concluir sem refletir.
A boa ou a má história podem ser óbvias, face às evidências, testes, exames e tira-teimas a que fui submetida. Nem toda história ruim tem mistério. Mas é inegável que os clássicos te fazem perder o rumo em algum momento.
Preciso desviar caminhos temporariamente. Seguir um fluxo e interrompê-lo em mommento de frenesi.
Pausa.
Em épocas de não perder a piada, respire.
Nada é o que parece ser.
E você pode não ter entendido nada.
Confie! Não há mais nada a fazer além de confiar.
Inspire! E se puder, respire!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Da série: Caio me traduz verbalmente!

Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Caio Fernando de Abreu

domingo, 8 de maio de 2011

Fez pra mim!




Obrigada Arnaldo, não precisava me traduzir assim de forma tão pungente, mas muito obrigada assim mesmo.

sábado, 7 de maio de 2011

A Colecionadora de Sonhos...

Que os intempéries da vida interromperam. Que a imaturidade irrompeu. Que alguém usurpou...
Desculpas, desculpas, desculpas...proferidas somente à mim, que oficialmente, sou a dona desse blog e deste post e que, somente por este motivo, posso inventar desculpas sobre mim mesma, sobre como tudo deu errado ao longo desses 30 e alguns anos...
E ainda que desvirtuando o título e as desculpas, uma pequena descrição deste ser que vos escreve, essencialmente musical, sure, em forma de música:
Duas músicas, um paradoxo: Por Você (Barão Vermelho) e Isensível (Titãs)
Uma música, uma realidade: Socorro (Arnaldo Antunes)
Uma música, uma certeza que me resume: Mutante (Rita Lee)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Updade no CV!

Ando protelando nas atualizações do meu Curriculum Vitae, mas é fato que de uns 5 anos pra cá, indubitavelmente, minhas qualificações sofreram um upgrade de responsa.Eu não sei como ainda não tinha pensado nisso, mas ainda há tempo, vamos lá:

1. Capacitação para o desenvolvimento e implantação de dúvidas em sua cabeça ou alívio inócuo em momentos de aflição.

2. Bem-sucedida experiência na gestão de crises e excelência em fugas pela tangente.

Apenas dois ítens, mas embasadíssimos em aulas teóricas e práticas diárias. É bem possível que dessa vez apareça o "emprego" dos sonhos, afinal, sinceridade gera credibilidade. E como dizia um catedrático professor que tive na faculdade: "A clínica é soberana!"

Sobressalto na madrugada...

Eu não choro mais do que o necessário para seguir em frente. E quando mais me isolo, é porque preciso de espaço para me reestabelecer. Me apego às máximas da vida para que recaia sobre mim alguma motivação...
Não há choro que não cesse,
Não há dor com que não se acostume,
Não tem dia sem noite,
Não tem tempestade sem bonança!

São quase 6h da manhã. E não se falará em outra coisa nesta segunda-feira, senão na morte de Bin Laden.
E eu só quero caminhar na paz! Bom dia!

domingo, 1 de maio de 2011

DIVAGAR, DEVAGAR E SEMPRE...

Há duas de mim. Uma sou eu, a outra é o que idealizo ser. Vez ou outra, ponho meu personagem em prática, ela é sagaz e tem uma libido de atear fogo na terra. A outra é frígida, falta-lhe ânimo para qualquer orgasmo.
Há um duelo todas as manhãs. É preciso olhar-me ao espelho para reconhecer quem venceu a batalha naquele dia. E quase sempre eu desconheço qual das duas está dentro de mim. Será ela uma pervertida sem libido ou uma santa com um tesão dos diabos? Ou nenhuma dessas, apenas uma louca solta?

Preciso de um tempo para digerir o séc XXI...

Preciso ligar pra Kátia Flavia!
Preciso ouvir Ultraje a Rigor!
Um pouco de Legião Urbana!
E ainda que entediante no twitter, preciso relembrar do Léo Jaime e seus textos na revista Capricho!
Preciso saber onde estou e pra onde ir. Mundo revolto!
E eu não tô nem aí pro casamento do princípe, minhas leituras sobre o tema ficam na periferia do diário.

O que me interessa mesmo é a celebração do amor monogâmico.
Ainda acho “modernos” e um tanto infantis aqueles que são inconstantes no amor.

Amor é um bicho trabalhoso.
Depois do fogo inicial, gera dúvidas, diferenças, desinteresses, interesses novos, embates (velhos e novos), insegurança, comodismo – tantas sensações.
O chamado amor livre sempre me pareceu um pouco covarde.
Fica na superfície, fica apenas no físico.
Você vivencia, prova um pedacinho e parte para outro.
Cruel e bobo – quer algo mais sem saber o que tinha em mãos.

Óbvio que a devoção, a constância, a fidelidade não são exercícios marciais.
Surge algo bom dentro da gente e, apesar dos dias de chuva, insistimos em ficar.
Não é como uma casa – pois podemos mudar a decoração, a disposição dos quartos, tudo.
Não é como um automóvel – pois não é leva e traz.
Ele traz muito, cobra muito, dá mais do que recebe. Muitas vezes, não recebe.

O amor é imaterial.
O amor novo é cego, atirado, corajoso. Inconseqüente e pleno.
O amor maduro é prudente, discreto, um pouco amuado. Acomodado.
O amor vivido… Não sei dizer, mas penso que começa como dor de dente.
Dor de descobrir que não somos um.
E que precisaremos reconstruir, rever, repensar, reinventar.
Dor de saber que, sim, temos medo da solidão, somos covardes para recomeçar.
Clarividência para saber que, se desistirmos, voltar para a estaca zero é cair no abismo.

Maduro ou vivido…
É sempre o melhor de todos.
Mas, que me perdoe o poeta a quem devo toda minha devoção: Não que seja ETERNO, mas sim CIRCUNSPECTO enquanto dure.

domingo, 24 de abril de 2011

Sem sentido. Desconexo.

Minha vida agora é um laboratório. E isso devo a incrível capacidade de estar perfeitamente saudável: nem o colesterol me faz arrepender dos excessos.
Dizem por aí que na maioria dos casos, quanto mais afastada do sistema nervoso estiver a ferida, mais longo é o período de incubação.
Espasmos musculares.
Trismus.
Se eu não pudesse abrir a boca, morreria de inanição verbal.
E graças à minha peculiar verborragia, tenho sido bem nutrida ultimamente. Nada a reclamar, tampouco contestar senhoras e senhores do juri...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem título, sem propósito...

Condenados pelo suposto dom da inteligência, somos todos seres sofridos, tamanha a consciência da morte e de tudo mais que nos cerca. Cedo ou tarde, o pavor do finito tomará conta de nós. Sem saída, elegeremos o alcoolismo ou o cristianismo para suportar tanto medo. Por isso é preciso perdoar os ressentidos. Não deve ser fácil passar a vida rezando.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mais de 140 caracteres...

As menores coisas me partem o coração. As grandes, racionalizo, como se não houvesse nada mais no mundo além da razão, nada além de razão no mundo.
Mas as coisas pequeninas, como uma grossura tola no elevador, um telefonema encerrado bruscamente, uma conversa atravessada e mal humorada, um encontrão na porta do banco - vão me fazer sangrar e remoer dores, tramar vinganças e soluçar no travesseiro.
Isso poderia ser um tweet, mas é um post quando deveria ser um correspondência pessoal.

quinta-feira, 31 de março de 2011

PRONTO FALEI...

Odeio gente diplomática, neutra, bege.
Não sou assim e não ser assim dá trabalho.
Sabe gente sem atitude, que observa calada e quando perguntas “o que vc prefere?” responde “tanto faz”.
Gente assim me incomoda muito!
Porque nunca vai ser “tanto faz”.
Pode-se divergir – o que é construtivo – mas não se pode ser indiferente, ser apático por pura comodidade.
A apatia, para mim, é o prenúncio da falta de caráter.
É coisa de quem fica na moita e pode se esgueirar para a direita ou para a esquerda como e quando convier.
Coisa frustrante deve ser morar em cima do muro…

Algumas pessoas são patológicas, egoístas de uma maneira tão extrema, que tudo se resume a um discurso vazio sobre ser vítima – que lhe dá a permissão de ser um buraco sem fundo, de exigir sacrifícios constantes de todos que os cercam, de tirar o tempo todo e fazer de tudo para atrapalhar a felicidade dos outros. É um modo de ser. Nunca consegui saber se isso precisa de remédio, se é uma doença não diagnosticada ou apenas uma grande 'filhadaputisse'. Sinceramente eu não sei.

Eu já tentei várias estratégias: oferecer amor e compreensão irrestritos; conversar como adultos, colocar as cartas na mesa; brigar. E, bem, digamos que a sociedade e as tradições ficam contra mim… Isso sem falar que nunca consegui um vago sinal de auto-crítica. Hoje, a coisa que mais funciona é oferecer o mínimo de informações possíveis, cortar todos os laços que posso, diminuir o contato a menos do essencial. É um exercício de esconder tudo com medo de que seja tomado.

quarta-feira, 30 de março de 2011

And so it is...

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A lei da relatividade...

No twitpic as melhores fotos, no FB as festas mais badaladas, no twitter os murmúrios que dão margens a comentários, fofocas, exposição demasiadamente desnecessária onde a intriga é instituição.
Aqui, o lindo, o bacana, o inusitado.
Da tela para fora, no meu universo e caos particular, uma vidinha mais ou menos, uma pancinha, uma dor de cotovelo.
Uma deprê basiquinha,
Uma flutuação de hormônios,
Um aperto para pagar as contas,
Uma cafonice, querida, nem te conto.
Uma espinha na ponta do nariz.

Estamos aí para colocar a vida em pratos limpos?
Ou para tecer uma novela particular?
Para falar que o trabalho anda chato, que os chatos estão cada vez mais chatos, para mostrar para o ex que, sim, vamos bem, bebendo todas.
Para mostrar o que comemos, quanto malhamos, o filme que assistimos, a viagem que fizemos, o show magnífico.
Já me expus de forma inadequada e paguei um preço alto. Não aprendi, deveria abandonar tudo isso, mas às vezes a cachaça é boa demais.
Esse vasto mundo das redes socias é uma cachaça. Uma muleta.
Vez por outra nossos murais, timelines e afins viram mesmo uma grande granola. Futebol, Aronofsky e Dilma se misturam com fotos sensuais, indiretas e juras de amor eterno.
Há quem separe o joio do trigo.
Os sensatos e comedidos existem.
Os tediosos multiplicam-se a cada dia. Eles são o motor para nossa elevação espiritual. Suportá-los é um aprendizado.
Há os geniais, os charmosos, os que acrescentam e encantam em 140 caracteres. Imperdíveis. Irresistíveis.
Há os estritamente profissionais, os políticos, os intelectuais e os pseudo-intelectuais. Normais.
Há sim uma categorização de arrobinhas e para isso criamos as listas. Há listas. Há Blogueiros. Os puxas e os pelas-saco. Canalhas. Canastrões. Deslumbrados. Desbocados. Verborrágicos. Sexuais. Gays. Héteros. Subversivos. Carentes. Alcoolatras. Fakes. Sequestradores de afeto.
Há os diários e os diurnos. Há os Insones. Workaholics. Moderados. Salladex. Carinhosos. Afetuosos. Amigos do peito e de infância.
Infinitas são as listas.
Há follow, unfollow e follow friday.
Há a cantada exposta e a discreta. Há o bafo que ninguém pode saber, só se for por DM. Há muita especulação sobre tudo e todos. Há famosos e anônimos. Há Sans Souci, descabelados e outsiders. Pretensiosos com suas bios cheias de qualidades e nenhum defeito.
Vidas perfeitas em círculos perfeitos. Sou gente boa, sangue bom, cool, trendy, fresh. Eu sou o cara e vou fazer vc rir. Ou chorar. Me persegue. Me sufoca, faz qualquer coisa, mas gosta de mim. Comenta no meu blog, visita meu site, me lê. Enche minha bola. Me segue.
Bizarrices. Tosquices. Ogrices. Delicadezas. Amizade. Amor, por que não?
Eu acho mesmo que o mundo é carente. Todos nós. E que queríamos mais festa, mais beijo, mais gente. Gente com cheiro, pele e movimento. E essa inquietude companheira encontrou algum consolo depois das redes sociais. Há emoções que só podem ser sentidas por lá, e que embora não substituam o calor humano, dão alento. Idiossincrásicas. Relativas. Interrogativas. Pontuais.
Estamos doentes.
Ouvi dizer no twitter que cientistas da universidade de Salem em Oregon, andam pesquisando um medicamento para cura. Tomara que demore. Sou uma viciada convicta, confesso com toda culpa católica.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

About me...

I'm always a mess. I can never keep my own secret. I laugh too hard at stupid things. My favorite songs can make me cry. I live in the past, in the memories I have with the people I love. I hate thinking about reality & i'm so homesick that it's not even funny. But not homesick in a missing my house kind of way...maybe it's more like heartsick for all things that I can't get back. It's hard for me to define myself. I guess i'm just a cliche - the woman who loved too hard & didn't get anything in return - I don't want to be the heroine in some tragic love story, I just want the one person who has never given me a second thought.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Let the seasons begin...





Apesar da correria que se tornou minha vida depois que cheguei de viagem, me surpreendo administrando meu tempo senão de forma mais proveitosa, com absoluta certeza mais gratificante.
Parece que quando enfim a gente encontra o equilíbrio íntimo e emocional, a vida vai arrumando todo o resto sozinha. As coisas se encaixam, começam a fazer mais sentido e vc não perde mais tempo com coisas tolas e pequenas. Acho mesmo que é aí que está o pulo do gato, abstrair toda e qualquer coisa que não sirva para o teu aprimoramento e paz interior.
Conforto íntimo e emocional, enfim! Sem que para isso eu tenha delegado meus sentimentos e meu bem-estar nas mãos de ninguém. Veio assim, inesperadamente, mas de forma conquistada, quando resolvi cuidar mais de mim.
E é quando a companhia do dono do par de olhos castanhos mais sinceros que já vi, vem só por acréscimo. É a paz que eu sinto quando ouço Elephant Gun, com o volume sempre aumentando.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Verdade Dói!

Concordo Ipsis Litteris!!!


BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Grandes e Eternos



E todas as vezes que ouço essa música, é da minha vó que tenho saudades. Amante de Cartola e com a mesma genialidade e simplicidade do grande mestre, ela cantarolava suas músicas enquanto cozinhava, lavava a louça e nos servia com seus quitutes, carinhos e dengos.
Hoje, mulher feita, gostaria de entender como é a vida dos que são tanto. Dos que trazem tanto consigo e dão tanto, tanto para os outros.
O que é DENGO? É a vontade súbita de ter sua avó por perto!
Dedico à Dona Odete, com carinho e muitas, muitas saudades! Faz 4 anos vó, e o mundo que perdeu vc não vai se recuperar.
O que é lágrima? É o sumo que sai dos olhos quando um coração se espreme de saudades!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nas profundezas de um amor sem fim...

E durante alguns anos ela aceitou aquilo que ele lhe dava e chamava de carinho. Uma ternura brusca, a mesma que ela quando criança dispensava às bonecas novas, que em pouco tempo restavam com cabelos ressequidos e mutiladas em braços e pernas.
Talvez ela o entendesse e só por isso aceitasse aquela ideia tão distorcida de dar e receber afeto, reconhecendo-se um pouco naquela natureza tão sombria e estranha.
Eles viveram juntos nessa relação doentia, que ora os iludia com doces promessas, ora os assustava com perigosas ameaças. Eles tinham medo. Eles tinha medo de si mesmos.
Um dia resolveram romper, mas até hoje vivem dessa ternura brusca um pelo outro, essa ternura bruta que destrói por excesso inábil de amor.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sábado

Mergulhar no universo das palavras em plena noite de sábado...
Domingos são dias misteriosos, silenciosos e as horas da madrugada que o antecedem, se sozinha estou, me angustiam. A única coisa que me tira o peso da angústia é saber que, ainda que silencioso e misterioso, ele virá claro, ensolarado e quente como eu gosto. Domingos quentes são para ir à praia com os amigos ou ficar na rodinha da piscina. Dia do frozen de morango do clube. Amo meus domingos de verão.
Na madrugada passada tive companhia. Um par de olhos castanhos muito sinceros e uma vontade de eternidade. Vinho da uva de cepa rara. Desejo intenso, mas que parece não durar um dia.
Sem amarras ou compromissos. Puro prazer. É assim que deveria ser, é assim que eu desejo que seja. Mas a gente nunca sabe o que o outro pensa. E outro sempre teme o que a gente tenta.
Boring!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Saturação ou Superação?

Não sei a resposta. Ora uma coisa, ora outra. Mas é fato que o processo das duas coisas é profunda e cansativa.

Saturada desta coisa toda, de pessoas, do trabalho, dos meu erros. Tentando exaustivamente superar minhas limitações, minha falta de capacidade e vontade de lidar com isso.

Tenho um ideograma japonês da coragem tatuado na nuca. Coragem é o que eu preciso. Agir com o coração e com sentimentos fugidios.

Esse post foi escrito sem o menor tesão, é bom que saibam. Não sei quando ele volta, talvez em breve ou não...

domingo, 2 de janeiro de 2011

De Janeiro a Janeiro...

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Nando Reis