Eu prefiro meus enfeites nas ideias, nas minhas palavras, no que eu escrevo, nos amigos, nos meus livros. Sou tendenciosa a ser monocromática, não uso estampas, cultuo o básico. E é assim a minha casa, as roupas que eu visto e as minhas preferências.
Mas a vida tem me ensinado a ser menos pragmática nas questões de escolhas. E hj eu prefiro não me comprometer com estilo algum. Vou sentindo o ritmo e adaptando o tal estilo à essa minha vida doida, que um dia dança valsa e no outro se acaba no can-can.
O texto aqui não é comercial. Não foca em gênero. Não há crônicas de um cotidiano especial. São meus devaneios, comoções e a ousadia de se expor. Porque talvez esse seja o único remédio quando ameaça a doer demais : ESCREVER! E como dizia o grande poeta : "Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar." (Carlos Drummond de Andrade)
sábado, 11 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Pensamentos soltos traduzidos em palavras...
Quando a coragem ou a covardia batem no seu rosto, é mais que um chamado. É uma ordem para mudanças de atitudes. E dói mesmo.
Meu coração apequenou-se. Eu, esse excesso de opinião e incompatibilidade com o resto do mundo e um talento indecente para não me encaixar em convenções.
Talhada para escolher o caminho mais difícil. Sempre. Avessos à minha realidade.
Eu queria ser a porra-louca que me julgam ser. Uma porra-louca como Vinícius.
Mas o máximo que consegui foi ser um pouco menos certinha do que os meus e dos que me rodeiam.
E isso já dá um trabalho hercúleo. E dói, dói mesmo.
Mal vejo a hora de encerrar 2010.
Esse ano foi uma montanha russa.
E para 2011 a minha versão misantropa promete.
Meu coração apequenou-se. Eu, esse excesso de opinião e incompatibilidade com o resto do mundo e um talento indecente para não me encaixar em convenções.
Talhada para escolher o caminho mais difícil. Sempre. Avessos à minha realidade.
Eu queria ser a porra-louca que me julgam ser. Uma porra-louca como Vinícius.
Mas o máximo que consegui foi ser um pouco menos certinha do que os meus e dos que me rodeiam.
E isso já dá um trabalho hercúleo. E dói, dói mesmo.
Mal vejo a hora de encerrar 2010.
Esse ano foi uma montanha russa.
E para 2011 a minha versão misantropa promete.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Uma frase...Um poema...
“We’re born alone, we live alone, we die alone. Only through our love and friendship can we create the illusion for the moment that we’re not alone.”
Orson Welles
“A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno.
Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.”
Vinícius de Moraes
Orson Welles
“A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno.
Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.”
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Lantejoulas
Mesmo com as partidas doendo, com os amores se desfazendo, mesmo descobrindo-me inútil no dia seguinte, mesmo que a cada dia seja necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, mesmo assim é bom viver. Não é fácil e quem disse isso, mentiu. Mas ainda assim é bom e eu tenho quase certeza disso.Eu disse quase.
A minha vida tem sido como um punhado de lantejoulas, que qdo o vento sopra um pouco mais forte, lá se vão todas elas. Então eu penso que daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo.Deixa o vento soprar. Let it be. Fico com pelo menos o gostinho de ter brilhado naquele momento.
O importante é a continuidade. Substituir expressões fatais como “nao suportarei” por outras mais calmas como “sei que vai passar”. Esse tem sido meu jeito de continuar, o mais eficiente e tb o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
A minha vida tem sido como um punhado de lantejoulas, que qdo o vento sopra um pouco mais forte, lá se vão todas elas. Então eu penso que daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo.Deixa o vento soprar. Let it be. Fico com pelo menos o gostinho de ter brilhado naquele momento.
O importante é a continuidade. Substituir expressões fatais como “nao suportarei” por outras mais calmas como “sei que vai passar”. Esse tem sido meu jeito de continuar, o mais eficiente e tb o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Ctrl C e Ctrl V
Eu teria escrito exatamente assim se tivesse talento. Mas como não tenho, uso as sábias palavras de Caio Fernando Abreu, que me traduzem perfeitamente e de quem sou super fã.
Muito pra mim isso aqui:
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada ‘impulso vital’. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez."
Muito pra mim isso aqui:
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada ‘impulso vital’. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez."
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Todo mundo “bloga” ou “twitta” sobre algo que gosta ou não gosta.
Escrever sobre algo que se gosta é sempre mais divertido.
Auto-escárnio é o humor que mais gosto, que me tira risos com ruguinhas super evidenciadas no canto dos olhos. Mas quase sempre me vejo num confronto entre um e outro que não entende a brincadeira.
É pra ser auto-jocoso, auto-escárnio. É para ter riso e alguma graça.
Não há espaço para queixas, reclamações ou julgamentos.
Proponho apenas que vc ria da minha vida, antes que eu ria da sua.
A brincadeira precisa ser divertida, mais prazerosa, mais leve.
Remediar situações, pra que?
No mais, estamos todos gripados e felizes. Vamos para Pasárgada, lá somos CUIDADAS pelo rei. Lá temos a FAMÍLIA que queremos, na CASA que escolheremos. E não, não há mais nada que importe do que essa família.
Vou-me embora...
Escrever sobre algo que se gosta é sempre mais divertido.
Auto-escárnio é o humor que mais gosto, que me tira risos com ruguinhas super evidenciadas no canto dos olhos. Mas quase sempre me vejo num confronto entre um e outro que não entende a brincadeira.
É pra ser auto-jocoso, auto-escárnio. É para ter riso e alguma graça.
Não há espaço para queixas, reclamações ou julgamentos.
Proponho apenas que vc ria da minha vida, antes que eu ria da sua.
A brincadeira precisa ser divertida, mais prazerosa, mais leve.
Remediar situações, pra que?
No mais, estamos todos gripados e felizes. Vamos para Pasárgada, lá somos CUIDADAS pelo rei. Lá temos a FAMÍLIA que queremos, na CASA que escolheremos. E não, não há mais nada que importe do que essa família.
Vou-me embora...
sábado, 30 de outubro de 2010
Sábado...Eu e Luluka!
Acordei com o bom dia doce da minha Luluka e só por ter isso, agradeci a Deus.
A empregada não veio, o paciente foi desmarcado e o aquecedor não funcionou. Mas quem liga pra isso qdo se tem um dia lindo, um sol maravilhoso, um céu de brigadeiro e Luisa de companhia e companheira?
Fomos à praia, eu e ela, com nossos respectivos protetores solares e bonés de proteção. Temos a cor da pele branco-noruega e qualquer descuido representa uma queimadura. Manter a pele de pêssego da minha pequena e a minha de balzaca-tira-onda-de-28 é preciso.
Sim, cada idade tem seu encanto. Mas vou deixar de ser politicamente correta e confessar: eu adoro as meninas de (quase) três anos. Motivos: Elas já possuem uma certa autonomia, mas ainda não perderam o jeitinho redondo de neném, elas conversam muito, frases elaboradas, já abriram a torneirinha de asneira e são deliciosamente tagarelas, elas são muito, muito carinhosas. Elas ainda têm tamanho para se aconchegar no seu colo, e você ainda dá conta de carregá-las. Elas ficam vaidosinhas, adoradoras do rosa. Elas começam a cantar afinadinho com a voz mais linda do planeta, elas entendem os combinados e suas explicações (o que não quer dizer que cumpram sempre), elas fazem as perguntas mais importantes da humanidade.
Elas topam todas as brincadeiras e programas que você sugere, elas já têm um certo juízo e não se metem em tantas situações perigosas quanto os menores.Elas já não enfiam tudo na boca, você já não precisa comprar coisas como fralda, mamadeira e chupeta, embora elas elas ainda sejam um pouco bebês, apesar de não deixarem você chamá-las assim.
Elas fazem com que suas mães percam o senso da noção, tornando-as descontroladamente corujas e babonas. Elas também nos fazem perder a eloquência de um texto.
Luluka, obrigada por me fazer a mãe mais feliz do mundo nesse sábado e todos os dias em tua companhia! Amo-te tão imensamente que nem cabe em mim.
A empregada não veio, o paciente foi desmarcado e o aquecedor não funcionou. Mas quem liga pra isso qdo se tem um dia lindo, um sol maravilhoso, um céu de brigadeiro e Luisa de companhia e companheira?
Fomos à praia, eu e ela, com nossos respectivos protetores solares e bonés de proteção. Temos a cor da pele branco-noruega e qualquer descuido representa uma queimadura. Manter a pele de pêssego da minha pequena e a minha de balzaca-tira-onda-de-28 é preciso.
Sim, cada idade tem seu encanto. Mas vou deixar de ser politicamente correta e confessar: eu adoro as meninas de (quase) três anos. Motivos: Elas já possuem uma certa autonomia, mas ainda não perderam o jeitinho redondo de neném, elas conversam muito, frases elaboradas, já abriram a torneirinha de asneira e são deliciosamente tagarelas, elas são muito, muito carinhosas. Elas ainda têm tamanho para se aconchegar no seu colo, e você ainda dá conta de carregá-las. Elas ficam vaidosinhas, adoradoras do rosa. Elas começam a cantar afinadinho com a voz mais linda do planeta, elas entendem os combinados e suas explicações (o que não quer dizer que cumpram sempre), elas fazem as perguntas mais importantes da humanidade.
Elas topam todas as brincadeiras e programas que você sugere, elas já têm um certo juízo e não se metem em tantas situações perigosas quanto os menores.Elas já não enfiam tudo na boca, você já não precisa comprar coisas como fralda, mamadeira e chupeta, embora elas elas ainda sejam um pouco bebês, apesar de não deixarem você chamá-las assim.
Elas fazem com que suas mães percam o senso da noção, tornando-as descontroladamente corujas e babonas. Elas também nos fazem perder a eloquência de um texto.
Luluka, obrigada por me fazer a mãe mais feliz do mundo nesse sábado e todos os dias em tua companhia! Amo-te tão imensamente que nem cabe em mim.
sábado, 23 de outubro de 2010
Mar Afora
Ainda inspirada pelo filme, resolvi enfim tirar as teias de aranha do blog. O filme, Mar Adentro, com o lindo Javier Barden, causou-me comoção abissal. Ramón, um homem tetraplégico já velho, que passou 28 anos na cama, cultivando o bom humor para enfrentar sua condição. Baseado em uma história real, me levou à profundas reflexões.
Todos nós enfrentamos algum tipo de obstáculo, algum tipo de luta interna de cunho íntimo e pessoal. E cada um de nós deve buscar as vias de se superar. A vida da gente, para ser no mínimo interessante, precisa disso. A cada dia descobrir uma potencialidade a mais, essa tem sido minha nota mental diária. O resto, acontecimentos e pessoas que nos amargam e machucam, devem ficar para trás.
Pra finalizar esse mini post, uma frase de uma escritora francesa que adoro, Anais Nin que diz assim: “A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”
P.S: Se vc reler esse post ouvindo Your Song com o Billy Paul, remix, ele vai ficar muito mais interessante. Aqui ó: http://www.youtube.com/watch?v=vrfqViJVES4
Todos nós enfrentamos algum tipo de obstáculo, algum tipo de luta interna de cunho íntimo e pessoal. E cada um de nós deve buscar as vias de se superar. A vida da gente, para ser no mínimo interessante, precisa disso. A cada dia descobrir uma potencialidade a mais, essa tem sido minha nota mental diária. O resto, acontecimentos e pessoas que nos amargam e machucam, devem ficar para trás.
Pra finalizar esse mini post, uma frase de uma escritora francesa que adoro, Anais Nin que diz assim: “A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”
P.S: Se vc reler esse post ouvindo Your Song com o Billy Paul, remix, ele vai ficar muito mais interessante. Aqui ó: http://www.youtube.com/watch?v=vrfqViJVES4
sábado, 25 de setembro de 2010
Com total propriedade, ela disse assim...
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Cansada...
Cansada de gente, sobretudo dessa gente chata que se acha grandes coisas, que empina o nariz e não assume o que diz ou o que faz, e que acha que a melhor forma de levar a vida é fingir que está numas de evolução, de consciência e toda essa conversa teatral de que o certo é ser legal e democrático - embora, quando convém, essa mesma gente seja bastante rancorosa, amarga e maledicente também.
Cansada do senso comum, das deduções que viram verdade, mesmo nascidas de mentes cujo raciocínio lógico seja nulo.
Cansada da falta de esforço e das desculpas que dão para não se esforçar. Cansada de piadinhas, de gente que se acha o máximo sem ser, o tal engodo artístico.
Cansada de oportunistas, de gente que usa discurso pronto pra se dizer bem resolvida, de gente que não para de dar opiniões sobre a sua vida, mesmo sem você pedir (ou saber).
Cansada e de saco cheio.
Cansada do senso comum, das deduções que viram verdade, mesmo nascidas de mentes cujo raciocínio lógico seja nulo.
Cansada da falta de esforço e das desculpas que dão para não se esforçar. Cansada de piadinhas, de gente que se acha o máximo sem ser, o tal engodo artístico.
Cansada de oportunistas, de gente que usa discurso pronto pra se dizer bem resolvida, de gente que não para de dar opiniões sobre a sua vida, mesmo sem você pedir (ou saber).
Cansada e de saco cheio.
Assinar:
Postagens (Atom)